Localizado no interior centro de Portugal, nomeadamente numa tipica aldeia da Beira Alta, o terreno possui caracteristicas extraordinárias do ponto de vista da sua composição morfológica com a presença de dois maciços rochosos , confinantes com uma linha de carvalhos negral.
A simbiose dos elementos naturais, com a passagem das estações do ano fundamentaram a construção de um pequeno abrigo de Fim-de-semana com a área de 77m2.
O desenho procura valorizar as condições únicas na procura da espacialidade interior assim como no conjunto formado entre o construido e a paisagem.
A decisão de implantar a casa no topo dos dois penedos de forma a liga-los revelou-se fundamental para toda a intervenção, por um lado permitiu diminuir a sua presença na envolvente diluindo-a na mancha de carvalhos existente, por outro criou um espaço exterior coberto para as refeições exteriores.
O método constructivo reflecte o fragil equilibrio existente entre o artificial e natural, baseando-se em dois planos horizontais de betão á vista sobre o qual apoia a estrutura metálica que serve de suporte ás travessas de madeira (sulipas).
A solução encontrada para o revestimento exterior resulta da reutilização de madeira proveniente do desmantelamento das linhas de comboio.
Garantindo uma grande resistência á passagem do tempo assim como um envelhecimento correcto, a madeira promove uma fusão ideal entre os elementos naturais existentes.
No interior da habitação o uso do linóleo e da bétula lembram os amarelos do Outono.











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